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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

TREINAMENTO RESISTIDO: Hipertrofia muscular, mecanismos mais seguros.

                     Partindo da premissa que as variáveis do treinamento serão os fatores que determinaram o nível de treinabilidade do individuo (individualidade biológica), são eles: volume, densidade, intensidade etc... O fator carga é o responsável direto pela determinação da intensidade do treinamento, ou seja, o nível inicial intermediário ou avançado do individuo determinara a sobrecarga imposta. Quero com isso tornar evidente que a carga é inversamente proporcional ao volume, volume esta ligada a quantidade de series, repetições, cadencia do treino. No geral treinos volumosos tornam-se densos e árduos e treinos mais intensos são menos densos


A conseqüência da sobrecarga imposta na execução do exercício obviamente serão danos na secção transversal da musculatura, que aumentara a area da secção, consequentemente um aumento gradual da força, mas abordaremos isso de uma ótica fisiológica mais a frente. O importante neste momento é a compreensão que tanto o sistema músculo esquelético, como prioritariamente, toda sua estrutura articular corporal atendem a um determinado limite de exposição a sobrecargas, quando esses limites não são respeitados, o individuo se torna vulnerável a rupturas musculares, estiramentos, câimbras, ou seja, lesões agudas ou crônicas, microlesões que antes era um pequeno incomodo com o passar de alguns anos acabam por si tornarem graves problemas ate mesmo para a realização de movimentos corriqueiros. As articulações são as estruturas que mais são afetadas com a questão da submissão de cargas elevadas, os discos intervertebrais são  ótimos exemplos disso, responsáveis pela absorção de impactos. Quando ocorrem impactos elevados e constantes sem determinado cuidado, acaba por tornar-se estruturas fibrosas gerando dor e incomodo.

 
                  Isto posto, se faz necessário um entendimento superficial de como ocorre a hipertrofia da musculatura. Compreendendo que os filamentos protéicos de actina e de miosina estão presentes nos músculos e através do processo de contração muscular, onde esses filamentos agarram-se um ao outro formando as pontes cruzadas. Este processo contrátil realizado repetida vezes, com determinados intervalos de recuperação para a retomada do glicogênio periférico e com a imposição de determinada sobrecarga é que possibilitaram um “dano tecidual”. É passível compreender que esse dano é ocorrente nos filamentos acima mencionados, isso irá acarretar consequentemente um processo de vascularização e irrigação sanguínea nos músculos ativados, a essa altura, o indivíduo perceberá uma hipertrofia aguda. Isso trabalhado de maneira correta e periodizada irá proporcionar uma hipertrofia crônica da musculatura, lembrando que está sendo abordado apenas o fator estimulo muscular e não reposição dos macronutrientes necessários para a hipertrofia da musculatura trabalhada.    





Entendido um pouco como esse processo ocorre fisiologicamente, agora precisamos saber que a hipertrofia do sistema músculo esquelético esta dividida em miofibrilar e sarcoplasmatica. A primeira esta caracterizada pelo aumento das miofibrilas, que são pequenas estruturas contrateis de proteínas, esse treinamento gera um maior desenvolvimento de força. Fortalecimento dos tendões e ligamentos, porem, não gera tanto volume muscular. O processo hipertrófico sarcoplasmatico, está diretamente ligado ao volume sarcoplasmatico da celular, de fibras não contrateis e também do glicogênio muscular. Ele gera consequentemente maior volume muscular e maior resistência periférica local. Dentro das praticas relacionadas compreende-se que miofibrilares seriam atividade de basitas conhecido como powerlifting e os sarcoplasmatico vistos nos fisiculturistas. Vale ressaltar que, esses dois processos acima colocados, sao ativados em tanto nos basistas quanto nos fisiculturistas,  nao se exclui um para usar apenas o outro, o que acontece na verdade é a predominaciar de um deles, nao a exclusao .